tirania das aparências
coragem para seguir
qualidade de vida 6
qualidade de vida 5
qualidade de vida 4
qualidade de vida 3
qualidade de vida 2
qualidade de vida 1
coração agradecido
flexibilidade: virtude ou defeito?
balanço emocional
arte de ouvir
segredos da oração
dialogando sobre a intimidade
dialogando sobre o perdão
dialogando sobre Deus
lidando com conflitos
a missão
dna da comunidade
a busca
carnaval
uma ilha de talento
dedicar-se o mínimo
big brother ou big bother?

O DNA da Comunidade Cristã
A JORNADA A Saga de Homens e Mulheres Guiados à Eternidade

Ao longo de sua caminhada pela história Jesus se deparou com uma grande variedade de pessoas. Ele esteve diante de simples pescadores. Travou diálogos com gente letrada e respeitada. Sentou-se à mesa com fiscais da receita federal suspeitos de corrupção. Tocou em cegos, surdos, coxos e leprosos. E se compadeceu de gente considerada indigna do amor de Deus.

Na medida em que estas pessoas que se renderam ao amor de Jesus, crendo ser Ele o Deus Criador que entrou na história, elas foram motivadas a integrar a comunidade formada por aqueles que, apesar de terem seus pés na história, caminham agora na direção da eternidade.

Entretanto, muitas comunidades cristãs hoje caminham longe daquilo que o próprio Jesus planejou para seus seguidores. Então, a fim de compreendermos o DNA desta comunidade formada por homens e mulheres que são guiados por Deus à eternidade, nada melhor do que observamos seu nascimento no contexto da relação que Jesus estabeleceu e desenvolveu com seus discípulos.

1º. TRAÇO DO DNA: UMA COMUNIDADE DE AMADOS!

Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. João 13.1
Jesus ama os seus não porque eles pertencem a um grupo especial de pessoas, perfeitas ou acima da média. Muito pelo contrário! Sentado à mesa com Jesus está Judas o traidor. Do outro lado, Pedro que negaria Jesus antes do amanhecer. E completando o time outros dez homens que tão logo Jesus seja preso, o deixaram completamente sozinho.
Mas surpreendentemente, são estas as pessoas que Jesus decide ama até as últimas conseqüências. Seu amor não está condicionado ao que as pessoas são ou fazem, mas à sua decisão de amá-las do jeito que elas são e resgatá-las da morte para conduzi-las a eternidade.
A compreensão deste amor motiva-nos a um sentimento de humildade pessoal e compreensão para com a limitação do outros.

2º. TRAÇO DO DNA: UMA COMUNIDADE DE SERVIDOS!
Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. João 13.3-11
Segundo a cultura da época, um escravo deveria estar presente em encontros como este para lavar os pés dos convidados, pois todos caminhavam com sandálias por estradas empoeiradas. Entretanto, tomar a toalha e a bacia com água para lavar os pés dos discípulos, Jesus aponta para mais esta surpresa preparada pelo Deus Criador àqueles que se rendem ao seu amor e se integram à comunidade dos peregrinos.
Jesus demonstra seu compromisso de cuidar de nossas vidas nos lapidando ao longo da jornada. Ao lavar os pés dos discípulos, Jesus demonstra sua disposição em acolher suas debilidades e limitações. Ele revela sua intenção de lavar-nos e purificar-nos tornando-nos mais e mais parecidos com Ele.
Nós não temos nada para oferecer ao Deus Criador, pois somos nós que precisamos de salvação, de cura, de perdão, de renovação e capacitação ao longo da jornada.

3º. TRAÇO DO DNA: UMA COMUNIDADE DE SERVOS!
"Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz". João 13.12-17
O amor gracioso do Deus Criador e seu serviço constante perdoando, renovando e capacitando inspiram-nos a uma nova postura para com aqueles que estão a nossa volta: O Serviço Mútuo.
Assim, a comunidade se torna um espaço onde pessoas que são amadas e servidas por Deus se tornam instrumentos dele para o serviço de outros. Um ambiente onde gente perdoada também oferece perdão. Gente curada é instrumento de cura na vida daqueles que foram feridos. E pessoas capacitadas auxiliam o desenvolvimento de outros na direção da maturidade.
A comunidade se torna um lugar de constante interdependência onde não existe absolutamente ninguém que não precise ser servido, da mesma forma que não existem ninguém que não tenha como servir.

4º. TRAÇO DO DNA: UMA COMUNIDADE DE AMANTES!
"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros". João 13.34-35
Além de formarem uma comunidade que "serve", os peregrinos formam uma comunidade que "ama". E isto faz total diferença, pois podemos ter um espaço onde até existe o serviço ao outro, mas não necessariamente em amor.
O amor é a atitude de coração que torna o serviço ao outro um ato de obediência e honra ao Senhor Jesus. O amor na perspectiva da espiritualidade cristã não é um apenas um sentimento, mas uma decisão. Assim como Jesus decidiu nos amar e servir a despeito de nossas imperfeições, somos convidados a tomar a decisão de servir em amor aqueles que nos cercam, como expressão de gratidão ao amor de Deus.
Quando uma comunidade cristã desenvolve estas quatro características ela se torna um lugar onde a imagem de Deus, que é essencialmente amor, torna-se visível nas mãos daquele que serve, no rosto daquele que sorri e nas palavras daquele que encoraja.

Boa semana.

Adrien Bausells